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Economia » Notícias BC sobe previsão de inflação a 5,9% em 2010 e 5% em 2011


Banco Central elevou sua previsão para a inflação brasileira em 2011 para 5,0%, ante 4,6% em medição anterior, mostrou o Relatório de Inflação da instituição, divulgado nesta quarta-feira. O número está acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, que tem tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.Segundo o relatório, o BC projeta inflação de 5,9%, com a taxa Selic mantendo a meta de 10,75% ao ano, fixada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início de dezembro.Segundo o BC, é “importante destacar que, no regime de metas para a inflação, desvios em relação à meta, na magnitude dos implícitos nessas projeções, sugerem necessidade de implementação, no curto prazo, de ajuste na taxa básica de juros, de forma a conter o descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e a capacidade produtiva da economia, bem como de reforçar a ancoragem das expectativas de inflação”.Câmbio
Em relação ao câmbio, a previsão do Banco Central é que o dólar siga no patamar de R$ 1,70. Para conseguir manter a moeda americana neste nível e evitar uma valorização excessiva RO real, o BC realizou durante os últimos meses até dois leilões de dólares no mercado à vista por dia.PIB
Para o Produto Interno Bruto (PIB), o BC manteve sua previsão de expansão em 2010 de 7,3%. Para 2011, o Banco Central fez sua primeira estimativa oficial, qua aponta crescimento de 4,5% no próximo ano.Mercado espera alta dos juros
A repercussão das previsões do Banco Central deixaram o mercado esperando um aumento da taxa de juros no próximo ano. “As projeções já levam em conta efeitos das medidas macroprudenciais adotadas no começo de dezembro e aperto fiscal em 2011. O relatório deixa implícito que será necessário aumento de juros”, afirmou o Banco Fator por meio de nota.
“Ficou bem explícito que deve aumentar o juro no curto prazo e acho que deixou uma indicação clara de que seria em janeiro. A estimativa dos efeitos das políticas macroprudenciais esperados já estão incorporados nas projeções e mesmo assim, a previsão de inflação segue acima do centro da meta”, disse Sílvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.
Fonte:Reuters News

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